Mentiras.

Canto canções tristes pra ninguém.

A plateia esta cheia, rostos desconhecidos.
Um sentimento forte, porém vazio me consome a cada verso, cada estrofe, cada final.
Dou meu sangue, canto alto, me espremo e peço pra você voltar.
Você quem?
Se não tem ninguém habitando esse meu coração, se não me vem ninguém à cabeça, só o sentimento de perda. Perda de algo que nunca tive.

Minhas letras me agridem, me denigrem, fazem de mim um ser pequeno, humilhado. Quero calar essa boca, riscar esse verso, por fogo nas letras.
À toa.
Já que tudo esta impregnado em mim.
Essas frases saem de minha boca, se revelam no meu semblante, em algum olhar perdido, mostrando eu me importar.

Me chega a correr lagrimas. Vazias, porém fortes.

“Que é pra ver se você volta,
que é pra ver se você olha pra mim”.

Paro de tocar.

Sinto como se estivesse sozinho no ambiente, mesmo diante daquela multidão.
Ouço comentários em voz baixa, tornando nítidos, rostos antes embaçados pela pausa: “ele deve mesmo amar essa mulher” e “veja como ele sofre por ela”.
Mal sabem eles que não choro por ela, mas sim
por mim.

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